texto feito dia 17/11/2010
Eu me plantei ao lado do telefone, esperando aquele seu telefonema que não veio.
Esperei por horas e horas, até que a vontade de cometer alguma loucura quando me venceu. Lutei tanto contra minhas vontades, lutei tanto contra aquilo que iria aliviar a minha dor, para sempre. Quase me deixei vencer, quase me entreguei a minha vontade. Mas parei e pensei, pensei que se eu deixasse ela vencer, eu não iria mais poder lembrar dos nossos momentos, eu não iria mais poder te ver, mesmo que seja de longe. Enfrentar uma dor nunca me exigiu tantas forças como agora me exige, e eu não sei de onde tira-las, você era minha maior força, você era tudo aquilo que me sustentava nesse mundo. Não sei se algum dia essa dor vai passar, e se passar, eu sei que pra sempre eu vou olhar minhas marcas externas e me lembrar de tudo que sofri, tudo que eu estou lutando contra, e quase perdendo. Olhar nossas fotos nunca me fez tanto mal, lembrar dos nossos dias, nossas risadas, nossas brincadeiras, lembrar da época em que eu era feliz. Dizer o adeus nunca me feriu tanto, nunca fui tão infeliz em toda minha vida, nunca senti uma dor tão forte. Não sei mais de onde tirar forças pra continuar respirando, a tentação de acabar com isso está tão grande. A dor grita dentro de mim, implorando para que eu acabe com ela, e quase estou deixando ela agir por vontade própria. Sei que não seria o certo, visto por outras pessoas, tantos me condenaram por ter deixado chegar onde chegou, e se eu deixasse essa luta vencer, talvez muitos não iriam conseguir lidar com isso.

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