sábado, 27 de novembro de 2010

Amor


Tantos textos feitos e postados, e nenhum falando abertamente sobre o amor.
No dicionário: 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outro. 2. sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. inclinação ditada por laços de família. 4. inclinação sexual forte por outra pessoa. 5. afeição, amizade, simpatia. 6. o objeto do amor.
Mas um dicionário não é capaz de descrever o quanto isso dói, o quanto o amor machuca, o quanto ele nos faz bem e ao mesmo tempo mal.
Amar alguém, é o gesto mais lindo que existe no mundo, se dedicar a outra pessoa, a ponto de esquecer de você mesma, ser inteiramente de outro, deixar de ser dono das suas ações, emoções, entregar toda sua vida na mão de outra pessoa. Mas e quando o fim chegar? Será que será tudo tão lindo? Não, não é, é algo que acaba com você, algo que te faz desejar morrer cada segundo mais, algo que te faz amaldiçoar o mundo. Quando alguém fala de amor, sempre faz dele a coisa mais linda do mundo, enquanto ele vive, mas quando ele morre, você morre junto. Sua alma vai para algum lugar totalmente horrível, onde só existe dor e sofrimento, e seu corpo, que ainda se sustenta nesse mundo, só carrega as feridas externas que tanta dor e sofrimento te faz fazer. Você fica totalmente vulnerável, implorando por um colo, implorando por um abraço, e quase implorando que o seu amor volte. Depois de tantas quedas, depois de tentar dar inúmeras chances ao amor, e só cair de cara no chão, eu me descobri uma pessoa totalmente sem sentimentos, alguém que não se importa se vai amar de novo, alguém que não quer ser amada de novo. Me descobri alguém tão parecida com tudo aquilo que eu mais desprezava no mundo, e agora eu entendo porque eu desprezava tanto quem não tem sentimentos, eu sei o que é cair de cara no chão tantas vezes que desiste de amar, que só quer machucar os outros para que sua dor seja repassada a outros, outros que ainda são tolos de acreditar que o amor existe de verdade. Muitos me odeiam por ter me tornado o que me tornei, e de verdade, eu liguei meu foda-se e não me importo com isso. Posso estar vazia de sentimentos, mas me sinto completa por estar vivendo minha vida como ela sempre deveria ter sido vivida.

Está tudo bem ....

texto feito dia 13/11/2010
(...) porque eu gosto de como dói ♪









Sentir algum tipo de dor, nem sempre quer dizer que você não goste. Pelo contrario, existem alguns tipos de dores que você até goste de sentir.
Nem todas as dores que sentimos nos dói de verdade, as vezes precisamos sentir algum tipo de dor, para lembrarmos que estamos vivos.




O tipo de dor que mais gostamos de sentir, é aquela que no fim de tudo de ruim que sentimos, nos trás os melhores momentos com quem amamos. Nos trás o pedido de desculpa, o abraço sincero, o beijo que a tempos não se sentia, o cheiro que você mais gosta de sentir no mundo todo. O melhor tipo de dor que existe, sem duvidas é a dor de amor. A dor que mais dói, é a dor do amor, é a dor de ver a pessoa amada se corroer em ciúmes, e ao mesmo tempo é a melhor dor, porque sabemos que o ciúmes nada mais é do que o medo de perder.
 

Ligação

texto feito dia 17/11/2010

Eu me plantei ao lado do telefone, esperando aquele seu telefonema que não veio.
Esperei por horas e horas, até que a vontade de cometer alguma loucura quando me venceu. Lutei tanto contra minhas vontades, lutei tanto contra aquilo que iria aliviar a minha dor, para sempre. Quase me deixei vencer, quase me entreguei a minha vontade. Mas parei e pensei, pensei que se eu deixasse ela vencer, eu não iria mais poder lembrar dos nossos momentos, eu não iria mais poder te ver, mesmo que seja de longe. Enfrentar uma dor nunca me exigiu tantas forças como agora me exige, e eu não sei de onde tira-las, você era minha maior força, você era tudo aquilo que me sustentava nesse mundo. Não sei se algum dia essa dor vai passar, e se passar, eu sei que pra sempre eu vou olhar minhas marcas externas e me lembrar de tudo que sofri, tudo que eu estou lutando contra, e quase perdendo. Olhar nossas fotos nunca me fez tanto mal, lembrar dos nossos dias, nossas risadas, nossas brincadeiras, lembrar da época em que eu era feliz. Dizer o adeus nunca me feriu tanto, nunca fui tão infeliz em toda minha vida, nunca senti uma dor tão forte. Não sei mais de onde tirar forças pra continuar respirando, a tentação de acabar com isso está tão grande. A dor grita dentro de mim, implorando para que eu acabe com ela, e quase estou deixando ela agir por vontade própria. Sei que não seria o certo, visto por outras pessoas, tantos me condenaram por ter deixado chegar onde chegou, e se eu deixasse essa luta vencer, talvez muitos não iriam conseguir lidar com isso.

Adeus

texto feito dia 15/11/2010

Dizer o ultimo adeus nem sempre é algo fácil, envolve muita dor e sofrimento.
Mas de que adianta ficar junto e continuar com mais dor e sofrimento?
Por mais difícil que seja, uma hora ou outra é preciso sacrificar algo que te faz bem, para que a vida continue, as vezes é preciso se livrar de algo que mesmo te fazendo bem, te faz mal. A dor de dizer o adeus, parece que é algo que nunca vai passar, nunca vai ter fim, por mais que demore, uma hora o sofrimento acaba. Você sente que a dor vai te consumir, que ela vai acabar contigo, e algumas vezes ela parece vencer a luta contra você mesma. É preciso buscar forças em você, que você não tem. É preciso mais do que nunca acreditar que isso é só um momento. Uma dor, por mais forte e dolorosa que seja, nunca acaba contigo.

Dor

texto feito dia 10/11/2010

“o sangue que agora escore pela minha pele, é somente a dor que eu sentira por dentro sendo posta para fora”

Algumas vezes é preciso uma dor externa para aliviar a interna.
Loucura dizem alguns, modo de aparecer dizem outros, fraqueza dizem todos, mas só quem sente é que sabe que não é nada disso, na realidade nada mais é do que uma válvula de escape pra dor que está sufocando e matando aos poucos dentro do peito.
Fácil é começar esse vicio, difícil parar, e mais fácil ainda é voltar para ele, se ver entregue de novo a necessidade de algo externo para que a dor escorra.
Nunca, ninguém que não passe por isso vai conseguir entender isso, só quem passa que sabe como é. Sentir uma dor tão forte e intensa, que te corrói por dentro, que você chega ao ponto de ter que abrir algum lugar para que ela possa ser aliviada, para que ela possa escorrer pra fora de você, mesmo que seja em forma de sangue.

Passado

texto feito dia 26/10/2010

Esses dias, sem nada pra fazer, resolvi pegar os CD’S com antigas fotos. Se foram quase quatro horas, alguns cigarros queimados e todas as musicas do meu MP3 tocas e repetidas inúmeras vezes. Eu vi todo meu passado ali, na tela de uma TV. Vi amizades que se foram, amores que eu julgava serem eternos que agora não passam de passado, vi momentos em família que jamais voltarão, vi ali minha inocência de acreditar que o mundo era perfeito, que finais felizes existiam. As vezes eu até queria poder voltar naquele tempo, e levar alguns coisas e pessoas do presente ao meu passado. Eu nunca tive muito o que reclamar do meu passado. Apesar de ter passado por algumas coisas nada agradáveis, sei que tive uma vida boa, e essas coisas só me fizeram dar mais e mais valor ao que tenho hoje, ao que sou hoje. Me deu saudades, e muita, de alguns momentos, mas se me surgisse a chance de voltar, acho que eu não voltaria. Tenho amigos melhores, podem até ser poucos, mas verdadeiros, tenho um melhor relacionamento com a minha mãe, tenho um amor melhor, tenho uma vida melhor.

Viva hoje, lute amanhã

texto feito dia 25/10/2010
Assistindo um dos meus filmes preferidos, um dos personagens disse isso. Parei para refletir, tirei horas desligada só escutando essa frase ecoar na minha cabeça. No fim, acho que não encontrei o real sentindo da frase, mas criei o meu sentido: hoje você pode estar por baixo, sofrendo como se o mundo tivesse deixado de notar que você existe; amanhã você se levantara e irá lutar por tudo que acredita, irá mostrar ao mundo que você não é apenas mais um numero nas estatísticas, vai mostrar que você é capaz de vencer. 

sábado, 20 de novembro de 2010

fumantes

O pior de todos os vicios é aquele que te dá algum prazer, é aquele me é legalizado, permitido por lei, aquele que nada impede que você sustente.
Coloquei meu primeiro cigarro na boca aos 12 anos, um Marlboro Vermelho. Engasguei, quase me sufoquei, mais não desisti. Por força do destino, tive que "largar" por um tempo, ou assim eu fingia ter feito. No fim do ano passado, apesar de sempre minha mãe saber, eu assumi de vez que era uma fumante. Ela, como toda mãe, não gostou nada disso, mas respeitou. No começo deste ano, ela aceitou de vez que sua unica filha é uma fumante.

começando de novo

Depois de muitos tropeços, muitas quedas, eu me levantei de novo e agora começo do zero, tudo.
Aos poucos, os textos que fiz nesse meio tempo, serão postados.
E antes que algum desocupado venha falar que faço isso para atingi-los, se toquem, minha vida não gira em torno de vocês, e meus textos nada mais são do que MEUS desabafos :)